Segall portátil

O projeto deste livro foi um dos maiores desafios que já recebemos, com concepção e coordenação de Elaine Fontana, Setor Educativo do Museu Lasar Segall, foi uma oportunidade de aproximar design e arte, deficiência visual e arte e, voltando ao começo: design e tecnologia gráfica para um resultado inclusivo!

 

Em Segall portátil, o design coloca as obras de Lasar Segall em destaque absoluto, com nenhum elemento a ser inserido de maneira competir pela atenção do leitor; mesmo o texto de Ferreira Gullar, imprescindível como é, entra como uma apresentação sintética da obra, aparece sutil e delicadamente na página branca, seu conteúdo é simples e direto. Mas, a viagem apenas começa, e o leitor descobre então uma fenda, um recorte na página indica que existe algo mais. Um novo diálogo é estabelecido com a ilustração de Daniel Bueno. E, assim, o leitor vidente ou não, admite esse diálogo ou adia para outro momento, vai ao texto quando deseja, complementa a informação ou passeia pelo imaginário através das “palavras compostas”. 

O design sugere através da própria encadernação do livro e de sua diagramação que não há lógica rígida de leitura a ser cumprida. Mas os olhos do leitor e/ou suas mãos o guiam pelas obras do artista, sem deixar que a atenção se desprenda até a décima pintura apresentada. 

Na última página, mais um estímulo aos sentidos com a experimentação sonora de Felipe Vilasanchez e Edu Cesar, como mais uma forma de ler e enxergar.

“Segall portátil é uma publicação experimental que propõe com base na obra de Lasar Segall, diálogos entre estímulos táteis, visuais, escritos e sonoros.” 

 

SITE DO MINC