Coleção Adélia*:
Inovações para um mundo melhor

No mundo, mais de um bilhão de pessoas tem algum tipo de deficiência e, não há como a sociedade se isentar dessa responsabilidade. Quando alteramos ou eliminamos as barreiras físicas, organizacionais e atitudinais desenhamos também um mundo melhor para todos.

 

A democratização ou oportunidade de acesso aos meios culturais e de inclusão social gerada através do projeto é incomensurável já que o mesmo livro pode ser lido por crianças, pais e educadores com condição de cegueira, visão normal ou subnormal. O texto considera e valoriza o desenvolvimento intelectual, emocional, os sentimentos de independência e de autoconfiança da criança seja deficiente visual ou não.

O objetivo da Coleção Adélia é atingir o público infantil, 3 a 10 anos, incluindo crianças com deficiência visual com grau de limitação de 10 a 100%. Para tanto, busca cumprir exigências também da baixa visão não somente quanto a potencializar possibilidades de visualização e legibilidade de texto, como também no que diz respeito a percepção de cores, de sensações táteis e olfativas. 

 
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O novo Braille

O Braille.BR®  representa uma tecnologia desenvolvida a partir de técnicas da serigrafia, significa uma combinação perfeita de design, materiais, maquinário e operacional para um resultado que garante a equiparação de oportunidade e de qualidade quanto aos meios de acesso à cultura e educação por meio dos livros.

 
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Cores e Contrastes

A aplicação de cores foi feita com o objetivo de se produzir grande luminosidade e grandes contrastes, e dessa forma atingir um resultado de percepção visual de qualidade para um grande contingente de público.

A exuberância nas ilustrações de Luise Weiss e a própria organização facilitadora de leitura são reforçadas pelas cores puras e por grandes contrastes, com maior participação de cores luminosas como o amarelo. 

 

 
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TIPOGRAFIA

Além da aplicação do texto em braille é utilizado também a fonte ampliada. Na Coleção Adélia, utilizamos a fonte Scala Sans, uma bela fonte humanista. Clara e limpa, seu desenho proporciona ótima legibilidade e leiturabilidade: mais um elemento do design a funcionar de forma inclusiva. O fio de 0,25pt cria uma opção intermediária e não tão pesada quanto o tipo bold.

 
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Texturas, relevos e aromas

Reconhecemos como incomparáveis as produções simbólicas e figurativas das crianças cegas ou com baixa visão pois estas se organizam por outros caminhos mas tiramos proveito da riqueza de cada informação agregada como signo, seja através das ilustrações, cores, contrastes, relevos, texturas, aromas ou do próprio texto.

A experimentação tátil e olfativa, enriquecem quantitativa e qualitativamente a informação, são efeitos atraentes, lúdicos, convidativos à todas as crianças e colaboram significativamente na interação com o conteúdo da obra literária.

 
 
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Real inclusão

Quando pensamos inclusão não abandonamos o significado da integração, porém ressaltamos que esta deve nitidamente conter o sentido de interação ou de relações de reciprocidade, pois é dessa interação que depende o sucesso na aprendizagem.

Ou seja, apenas inserir alunos com deficiência em classes regulares sem apoiá-los através de instrumentos eficientes e eficazes não lhes garante o desenvolvimento de mecanismos necessários para integração educacional, social, emocional e, consequentemente, da oportunidade real, igualitária, de acesso à cultura e à educação.

 
(*) Adélia - o nome da personagem foi inspirado em Adélia Sigaud. Filha de Dr. Xavier Sigaud, médico francês que esteve a serviço da corte de D.Pedro II, Adélia Sigaud era cega e foi a primeira mulher brasileira a dominar o Sistema Braille, tornando-se, mais tarde, muito conhecida em Portugal por sua dedicação à tiflologia (tratado sobre a educação da pessoa com deficiência visual). Dr. Xavier Sigaud foi o primeiro diretor do Imperial Instituto dos Meninos Cegos, inaugurado no Rio de Janeiro em 17 de Setembro de 1854, hoje Instituto Benjamin Constant.

Dados importantes

No Brasil, Segundo dados do IBGE, CENSO 2010, 45.606.048 de brasileiros, 23,9% da população total, têm algum tipo de ciência – visual, auditiva, motora e mental ou intelectual, 18,6% têm deficiência visual.

http://www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/sites/default/files/publicacoes/cartilha-censo-2010-pessoas-com-deficienciareduzido.pdf

http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2015/01/braile-aumenta-inclusao-de-cegos-na-sociedade

http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/caracteristicas_religiao_deficiencia/caracteristicas_religiao_deficiencia_tab_pdf.shtm